Na manhã desta sexta-feira, 8, a presidente
Dilma Rousseff, esteve presente no 46º Congresso Nacional da CIBEN, realizado
pela Assembleia de Deus, Ministério de Madureira em São Paulo.
Tendo em vista uma aproximação com o eleitorado
evangélico, a
presidente-candidata, esteve no templo da AD-Brás, onde
discursou, pediu votos e orações às fiéis que estavam reunidas no congresso.
Dilma agradou a igreja ao dizer que reconhece o trabalho das Assembleias de
Deus no país.
“Reconheço a autoridade e a qualidade do trabalho
prestado pela Assembleia de Deus ao longo de seus 103 anos, em todos os
Estados, nos rincões e áreas mais isoladas deste país, e nas periferias. A ação
social de vocês contribui para a inclusão. Nós temos em comum a dedicação
àqueles que mais precisam.”,
discursou a presidenta, fazendo com que o presidente vitalício do ministério,
bispo Manoel Ferreira declarasse que “Nunca vi um presidente reconhecer o
trabalho da Assembleia de Deus. Nem o Lula, que é meu amigo. Estamos com a alma
lavada”, disse o bispo Manoel Ferreira.
Apesar de nunca ter se declarado religiosa a
presidenta em seu discurso citou uma passagem da Bíblia onde disse que “O
Estado brasileiro é um Estado laico, mas, citando um salmo de Davi, queria
dizer que ‘feliz é a nação cujo Deus é o Senhor’“.
Na corrida eleitoral de 2010, Dilma enfrentou resistência
entre o segmento evangélico em decorrência de controvérsias sobre sua posição
em relação à legalização do aborto. Na ocasião, líderes da Assembleia de Deus e
do PSC, como o próprio pastor Everaldo, atuaram em defesa da petista. Naquele
ano, o PSC cogitara apoiar a coligação do candidato tucano José Serra à
Presidência, mas optou por apoiar o PT, tendo recebido 4,75 milhões em doação
da sigla, registrada na Justiça Eleitoral. Ao longo do mandato, porém, a
presidente perdeu o apoio formal do PSC – e se distanciou ainda mais dos
evangélicos. O maior ponto de desgaste foi o projeto de distribuição de
material com conteúdo sobre orientação sexual em escolas, batizado de
“kit-gay”. O material, atribuído ao ex-ministro da Educação e atual prefeito de
São Paulo Fernando Haddad (PT), foi vetado por Dilma após a reação dos
religiosos. PT e PSC também trocaram rusgas durante a passagem do pastor Marco
Feliciano (PSC-SP) pela presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara
dos Deputados.
A presidente afirmou aos fiéis que seu
governo foi o que “mais investiu na família brasileira” e nas “mulheres”. Fez
também propaganda de programas de governo como o Bolsa Família, Minha Casa
Minha Vida e Pronatec. “Em 2010 me comprometi a valorizar a
família brasileira e a buscar proporcionar a ela condições básicas de
dignidade, esperança e de cultivo dos valores mais caros para aqueles que
acreditam. Porque crer é algo importante.” E prosseguiu: “Acredito naqueles que creem.
Acredito no poder da oração. Não se esqueçam de orar por mim. Todos os
dirigentes deste país dependem do voto do povo e da graça de Deus. Eu também”,
disse Dilma, que concluiu: “Deus abençoe.”
Em homenagem a presidente, o líder da AD
Brás, o reverendo Samuel Ferreira promoveu uma homenagem a ela com a música
“Mulheres Guerreira”, onde Dilma assistiu à apresentação em pé, batendo palmas.
“Queremos que a senhora se
sinta bem nessa casa e tenha paz. Diariamente cumprimos a Bíblia aqui e oramos
pela senhora, para que Deus lhe dê sabedoria e firmeza – o que a senhora tem de
sobra“, disse Samuel Ferreira a ela.
Dilma também circulou entre as religiosas,
distribuiu beijos e tirou fotos. “Eu
hoje me senti gente – e reconhecido como ser humano que trabalha com dignidade
nesse país, com a palavra de Deus”, disse o pastor Samuel. No fim do
culto, o pastor Abner Ferreira, do Rio de Janeiro, fez uma oração por Dilma.
Fonte: Portal Padom














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